Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, nasce no Rio de Janeiro e, 11 de janeiro de 1908. Foi cantor, compositor e violinista brasileiro reconhecido internacionalmente.

Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos – tendo terminado apenas o  primário. Arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido de “Cartola”.

Junto com um grupo de amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação  Primeira de Mangueira. Os sambas de Cartola se popularizaram na décda de 1930, mas no início da década seguinte, Cartola desapareceu do cenário musical carioca e chegou a ser dado como morto.

Foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sergio Porto, trabalhando como lavador de carros em Ipanema. Graças a Porto, Cartola voltou a cantar, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados. A partir daí, o compositor é redescoberto por uma nova safra de intérpretes.

No ano de 1974, aos 66 anos, Cartola grava o primeiro de seus quatro discos-solo, e sua carreira toma impulso de novo com clássicos instantâneos como “As rosas não falam”, “O mundo é um moinho”, “Acontece”, “O Sol nascerá” , “Alegria”. Faleceu no ano de 1980.

Cartola

cantor, compositor e violinista

Nasceu no engenho Canabrava, em Santo Amaro, na Bahia, em 1855. Filho de uma escrava foi um dos maiores pensadores brasileiros de seu tempo.

Foi levado em 1864 para São Paulo, pelo seu pai. Estudava e lecionava, e ainda foi  contratado como desenhista do Museu Nacional.

Formou-se em 1877, quando finalmente voltou a Santo Amaro, onde nasceu, e comprou a carta de alforria de seus irmãos.

Em 1879 integra a “Comissão Hidráulica“, nomeada pelo imperador Dom Pedro II, sendo o único engenheiro brasileiro entre estadunidenses.

Foi nomeado Diretor e Engenheiro Chefe do Saneamento do Estado de São Paulo. Participou da fundação da Escola Politecnica, junto com Sales Oliveira e com o Coronel Jardim.

Faleceu em outubro de 1937 no Rio de Janeiro. Em sua memória foram batizados dois municípios brasileiros ( na Bahia e em São Paulo), além de ruas com seu nome.

Teodoro Sampaio

engenheiro fundador da escola politécnica de sp

Sebastião Rodrigues Maia, popularmente conhecido como Tim Maia, nasceu no Rio de Janeiro, no ano de 1942. Foi cantor e compositor brasileiro, um dos pioneiros na introdução do estilo soul e MPB e um dos maiores ícones da música no Brasil. Suas músicas eram marcadas pela roquidão de sua voz, sempre grave e carregada, conquistando grande vendagem e consagrando sucessos.

Em 1959, migrou para os Estados Unidos da América, onde teve seus primeiros contatos com o soul. Foi um dos primeiros artistas independentes do Brasil. Na década de 1990 diversos problemas assolaram a vida do cantor, e ainda a saúde precária e o agravamento de seu grau de obesidade. Faleceu em 1998 após não ter condições de realizar um show no Teatro Municipal de Niterói, saiu em uma ambulância e teve duas paradas cardio respiratórias.

Deixou um grande legado na história da música brasileira, tendo inaugurado um estilo que futuramente viria a ser cantado por diversos artistas.

Foi polêmico em toda sua trajetória de vida.

Tim Maia

Head of Sales , Intel

Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum, nasceu no Rio de Janeiro, no ano de 1941. Foi músico, humorista e ator brasileiro. 

Mussum teve origem humilde, nasceu no Morro da Cachoeirinha, serviu na Força Aérea Brasileira durante oito anos, ao mesmo tempo em que aproveitava para participar na Caravana Cultural de Música Brasileira de Carlos Machado. Foi músico e sambista. Com amigos, fundou o grupo Os Sete Modernos, posteriormente chamado Os originais do samba. Consta que foi nos bastidores de um show como humorista na televisão, nos nos de 1960, que Grande Othelo lhe deu o apelido de Mussum, que origina-se de um peixe teleósteo sul-americano.

Em 1968 é convidado a integrar o grupo humorístico Os Trapalhões. Mussum era o único dos quatro Trapalhões oficiais que era negro. 

Faleceu em 7 de abril de 1994, em São Paulo.

Mussum

ator e humorista

João da Cruz e Sousa, nasceu em Nossa Senhora do Desterro, em novembro de 1861, foi  um dos precursores do simbolismo no Brasil.          Filho de negros alforriados, Cruz e Sousa desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada de seu ex-senhor. Aprendeu francês, latim e grego.

Em 1881 dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial. Em fevereiro de 1893 publica Missal e em agosto, Broquéis, dando início no Brasil ao gênero literário conhecido como Simbolismo. Em novembro de 1922 casa-se com Gavita Gonçalves, também negra, com quem tem quatro filhos, todos mortos prematuramente por tuberculose, levando-a à loucura.  Faleceu em  1898, pela mesma doença.

Cruz e Sousa é um dos patronos da Academia Brasileira de Letras, representando a cadeira número 15.

Cruz e Souza

iniciou o simbolismo na literatura brasileira

Grande Othelo, pseudônimo de Sebastião Bernardes de Souza Prata, nascido em Uberlândia,  no ano de 1915. Foi ator, compositor e cantor brasileiro.

No ano de 1932 que ganhou o apelido de Grande Othelo, como ficou conhecido.

No cinema participou em 1942 do filme It’s All True, de Orson Welles, grande ator e diretor que considerava Othelo o maior ator brasileiro.

Othelo fez inúmeras parcerias no cinema, sendo a mais conhecida  com Oscarito. Passou por um período de crise até que voltaria ao sucesso no cinema com sua grande atuação em Macunaíma (1969), filme baseado na obra de Mário de Andrade.

Desde os anos 1960 Othelo atuou em diversas telenovelas de grande sucesso, também trabalhou no humorístico Escolinha do Professor Raimundo, no início dos anos 1990. Seu último trabalho foi uma participação na telenovela Renascer, pouco antes de morrer.                   

Grande Othelo faleceu em 1993 de um ataque do coração fulminante, quando viajava para Paris para uma homenagem que receberia no Festival de Nantes.

Grande Othelo

Ator, compositor e cantor

Luís Gonzaga Pinto da Gama, nasceu em junho de 1830,em Salvador, foi advogado, jornalista e escritor brasileiro.

Filho de um fidalgo português e uma  africana nascida na costa da Mina, liberta, sua mãe foi detida em várias ocasiões, por se envolver em planos de insurreições de escravos. Em novembro de 1840, seu pai o vendeu ilegalmente como escravo,devido a uma dívida de jogo. Fugiu do Rio de Janeiro para São Paulo em 1848, inscrevendo-se nas milícias, onde deu baixa em 1854. Casou-se e freqüentou, como ouvinte, o curso de Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, que não chegou a completar. Na década de 1860, tornou-se jornalista de renome, ligado aos círculos do Partido Liberal. Fundou o jornal Radical Paulistano, com  Rui Barbosa. Participou  da criação do Partido Republicano Paulista, ao qual se manteve ligado até à sua morte. Por volta de 1880, foi líder da Mocidade Abolicionista e Republicana.

Sua liderança abolicionista criou, em torno de si, o movimento abolicionista paulista. Gama, sozinho, foi o responsável pela libertação de mais de mil cativos – um feito notável – considerando-se que agia exclusivamente com o uso da lei. A sua morte, vítima de diabetes, comoveu a cidade de São Paulo, em agosto de 1882.

Luís Gama

responsável pela libertação de mais de 1.000 cativos

José Bispo Clementino dos Santos, mais conhecido como Jamelão, nasceu no Rio de Janeiro no ano de 1913. Foi cantor, tradicional intérprete dos samba-enredos da escola de samba Mangueira.

Levado por um amigo músico, conheceu a Estação Primeira de Mangueira e se apaixonou pela escola de samba. Ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem, tocando tamborim na bateria da Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola.

A consagração veio como cantor de samba. De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira. Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então presidente FHC.

Recebeu o Troféu Raça Negra, realizado pela Afrobras, por duas vezes – em 2000 e em 2005.

Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Morreu no 14 de junho de 2008, aos 95 anos,  em sua cidade natal, por falência múltipla dos órgãos.

José Bispo Jamelão

cantor intérprete de samba enredos da mangueira

André Rebouças, nascido em 1838, era filho de uma escrava alforriada e pai português. Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro e se formou em Engenharia na Europa. Foi professor da Escola Politécnica, e durante toda sua vida preocupou-se com a realidade brasileira. O problema dos escravos, naturalmente, não lhe passou despercebido. Escreveu, junto com José do Patrocínio e Aristides Lobo, o manifesto da Confederação Abolicionista de 1883; foi co-fundador da Sociedade Brasileira Anti-Escravidão e contribuiu financeiramente para a causa abolicionista.                                                                                                           Apoiou a reforma agrária no Brasil e foi também inventor. Exilou-se voluntariamente na Ilha da Madeira, na África, em solidariedade a D.Pedro II e sua família, e lá morreu em absoluta pobreza.

André Rebouças

autor do manifesto da confederação abolicionista

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro, em outubro de 1847, foi compositora, pianista e regente brasileira.

Foi a primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca (Ô Abre Alas, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Inicia, aos 11 anos, sua carreira de compositora com uma música natalina, Canção dos Pastores. Aos 16 anos, por imposição da família do pai, casou-se com um oficial da Marinha Imperial Brasileira e logo engravidou.Não suportando tanta humilhação e descaso, Chiquinha, após anos de casada, separou-se, o que foi um escândalo na época.                                                                                  Ela morreu ao lado de João Batista Lage, seu grande amigo, parceiro e fiel companheiro, seu grande amor, em 1935, quando começava o Carnaval.

No Passeio Público do Rio de Janeiro há uma herma em sua homenagem, obra do escultor Honório Peçanha.

 

Chiquinha Gonzaga

Compositora, pianista e regente

Milton Almeida dos Santos, nasceu em Brotas de Macaúbas, Bahia, no ano de 1926. Foi geógrafo brasileiro, apesar de ter se graduado em direito. Destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da Geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação da Geografia no Brasil, ocorrida na década de 1970.

Em 1958, concluiu seu doutorado na Universidade de Strasburgo, na fronteira da França com a Alemanha. Ao regressar ao Brasil, criou o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais.

Após seu doutorado, teve presença marcante na vida acadêmica, em atividades jornalísticas e políticas de Salvador. Faleceu em São Paulo em junho de 2001.

Milton Santos

geógrafo brasileiro

Solano Trindade nasceu em Recife, em julho  de 1908. Foi um poeta, folclorista, pintor, ator, teatrólogo e cineasta brasileiro. 

Filho do sapateiro Manuel Abílio Trindade, foi operário, comerciário e colaborou na imprensa. No ano de 1934 idealizou o I Congresso Afro-Brasileiro no Recife, Pernambuco. Participou de um grupo de artistas plásticos com Sakai de Embu onde integrou na produção artística a cultura negra e tradições afro-descendentes.

Foi homenageado com o nome em uma escola e uma rua na região central do município. Faleceu em fevereiro de 1974, no Rio de Janeiro.

Solano Trindade

Poeta, folclorista, pintor, ator, teatrólogo e cineasta.

Escrava Anastácia  nasceu em Pompéu no ano de 1740, é uma personalidade religiosa de devoção popular brasileira, cultuada informalmente pela realização de supostos milagres.

Uma princesa de Bantu, destacando-se pelo seu porte altivo, pela perfeição dos traços fisionômicos e a sua juventude. Era bonita de dentes brancos e lábios sensuais. Trabalhava durante o dia na lavoura. Certo dia veio a vontade de provar um torrão de açúcar, foi vista pelo  feitor que, chamando-a de ladra, colocou-lhe uma mordaça na boca. Esse castigo era infame e chamara a atenção da Sinhá Moça, vaidosa e ciumenta que ao notar a beleza da escrava, teve receio que o seu esposo por ela se apaixonasse, mandou colocar uma máscara de ferro.
Algum tempo mais tarde o filho do fazendeiro fica doente e desesperados recorrem à escrava Anastácia e pedem a sua cura, o qual se realiza para o espanto de todos. Não resistindo por muito tempo à tortura que lhe fora imposta tão severamente, pouco depois a escrava falecia, com gangrena, muito embora trazida para o Rio de Janeiro para ser tratada.
O feitor e a Sinhá Moça se sentiram arrependidos por um sentimento tão forte, que lhe foi permitido o velório na capelinha da fazenda.

Escrava Anastácia

princesa de bantu

João Carlos de Oliveira, conhecido como João do Pulo, nasceu em Pindamonhangaba, no de de 1954. Foi um atleta saltador brasileiro e ex-recordista mundial do salto triplo. 

Em 1973 quebrou o recorde mundial júnior de salto triplo no Campeonato Sul Americano de Atletismo em salto a distância. No ano de 1975, nos Jogos Pan Americanos da cidade do México conquistou a medalha de ouro no salto em distância, e também a medalha de ouro no salto triplo, com a incrível marca de 17,89 m, quebrando o recorde mundial desta modalidade. Em 1979, nos Jogos Pan Americanos de Porto Rico, João do Pulo tornou-se bicampeão tanto do salto triplo como do salto em distância. 

Teve a carreira de atleta brutalmente interrompida em dezembro do ano de 1981, quando sofreu um acidente automobilístico e sua perna direita foi amputada e  seu desempenho atlético ficou comprometido. Após a recuperação entrou na vida política sendo eleito deputado estadual em São Paulo pelo Partido da Frente Liberal, em 1986, e reeleito em 1990.

João do Pulo morreu em 1999 devido a cirrose hepática e infecção generalizada, solitário e com dívidas financeiras. Deixou dois filhos. Foi homenageado pelos compositores Aldir Blanc e João Bosco com a canção “João do Pulo”.

João do Pulo

Head of Sales , Intel

Alberto Alves da Silva, também conhecido como Seu Nenê, nasceu em 1921, em São Paulo. Foi um sambista paulistano, fundador e ex-presidente da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde.

Sua história como sambista se confunde com a da escola que leva o seu nome, pois em 1949, quando ele e os demais fundadores resolveram oficializar a criação da escola de samba, se deram conta de que ainda não haviam escolhido um nome para ela. Foi então que um dos funcionários do órgão de registro sugeriu que dessem o nome de um dos integrantes, que parecia o mais animado entre eles, à escola. Este viria a ser o presidente da Nenê da Vila Matilde de 1949 à 1996, quando passou a presidência da escola a seu filho, devido a problemas de saúde, sem nunca no entanto deixar de desfilar.

Sambista de raiz, usando sempre seu característico chapéu e com seu forte sotaque paulistano, Seu Nenê por diversas vezes afirmou que tem muito orgulho da escola de samba que ajudou a fundar, principalmente pelo desfile realizado no Rio de Janeiro em 1985 e a viagem a Portugal.

Morreu aos 89 anos no dia 4 de  outubro de 2010.

Seu Nenê

sambista e fundador da escola nenê de vila matilde